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Geoklock quantifica a cadeia produtiva

 
Plano que será entregue ao Secretário Xico Graziano nesta sexta feira é primeiro de 32 planos de manejo espeleológico que o Ekos Brasil entregará em março de 2010
 
O Ekos Brasil entrega o plano de manejo espeleológico da Caverna do Diabo ao Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, nesta sexta feira, 04 de março de 2010, em cerimônia a ser realizada no centro de visitantes da própria caverna no município de Eldorado, no Vale do Ribeira.
 
O plano de manejo espeleológico da Caverna do Diabo é o primeiro de trinta e dois planos que o Ekos Brasil finaliza ainda neste mês e que foram encomendados pela Fundação Florestal do Estado de São Paulo para cumprir o acordo com o Ministério Público e o Instituto Chico Mendes que permitiu a reabertura destas cavernas depois de um fechamento traumático para as populações que dependem do turismo espeleológico na região.
 
Com a finalização destes trinta e dois planos de manejo espeleológico, o Ekos Brasil leva a espeleologia brasileira a um novo patamar de conhecimento e responsabilidade e atinge um nível de especialização no assunto que é incomparável no contexto das organizações brasileiras ligadas ao meio ambiente.
 
Os programas de gestão do uso público, de pesquisa e de monitoramento dos impactos da visitação propostos permitirão melhorias na gestão da caverna e foram elaborados a partir de diagnósticos detalhados dos seus meios físico e biótico, de analises dos impactos da visitação, da infraestrutura existente, da pressão humana e da importância socioeconômica das atividades ali realizadas. Do processo, que teve um forte envolvimento da comunidade, participaram dezenas de técnicos e pesquisadores.
 
A Caverna do Diabo é uma das maiores cavernas do estado com mais de 6.000 metros de galerias já topografadas e grandes salões ricamente ornamentados. Foi descrita no final do século XIX por Richard Krone com o nome de Gruta da Tapagem e explorada a partir da década de 1960 pelos grupos espeleológicos Itatins, Aranhas, Clube Alpino Paulista e, a partir da década de 1980, pelo Projeto Caverna do Diabo (Procad), organizado pela Sociedade Brasileira de Espeleologia com a participação de diversos grupos espeleológicos. O turismo se intensificou na gruta a partir dos anos setenta, com a implantação de equipamentos de apoio ao turista, como pavimentação de estradas e construção de passarelas e iluminação no interior da caverna.
 
A Caverna do Diabo fica em uma das mais expressivas áreas cársticas brasileiras, com complexos sistemas de cavernas e feições cársticas típicas. Ali, o encontro da floresta conservada com o afloramento cárstico possibilitou um ambiente único, que contribui para a construção das cavernas encontradas na região. A umidade retida pela floresta volta para o sistema cárstico formando espeleotemas de grande beleza, as raízes das árvores entram nas fissuras, condutos e proto-condutos e os alargam e ajudam na dissolução da rocha carbonática. As feições cársticas são alteradas pela floresta e a floresta é alterada pela presença da rocha formando um geo-ecossistema verdadeiramente único.
 
Para proteger a caverna e seu entorno, a flora e a fauna associadas, os planos de manejo espeleológico que o Ekos Brasil está finalizando buscam, entre outros objetivos, proteger locais de valores naturais, sociais ou culturais, sistematizar e ampliar o conhecimento sobre estas cavernas para estimular novas pesquisas, dividir as cavernas em zonas com base em estudos técnicos específicos para disciplinar o uso turístico, disciplinar o uso de áreas cársticas definindo parâmetros a serem utilizados no controle de acesso e na implantação de infra-estrutura de uso turístico, propor medidas de controle dos efeitos negativos provocados pela ação antrópica bem como oferecer alternativas de recuperação de áreas degradadas e estimular a prática de educação ambiental e do uso público responsável.
 

12/2010
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