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| ECOGEO / GRUPO ECOGEO NA MÍDIA / ARTIGO NO BRASIL ECONÔMIC... |  | | Artigo no Brasil Econômico sobre o Projeto de dessalinização |  | No dia 10 de fevereiro foi publicada no jornal Brasil Econômico uma ampla reportagem sobre o projeto piloto de dessalinização de água que o Grupo Ecogeo, em parceria com a empresa suíça Trunz Water Systems, está desenvolvendo no Nordeste.
Leia o abaixo texto na íntegra, ou clique aqui para ver pdf do original.
Ecogeo pretende transformar água salobra em potável
Empresa de consultoria ambiental investe em fábrica de equipamento para dessalinizar poços do semiárido nordestino
Jornal Brasil Econômico
Quinta-feira, 10 de fevereiro 2011
texto de Martha San Juan França
A falta d’água no semiárido é um drama antigo para milhares de pessoas em comunidades isoladas do Nordeste. Mesmo quando é possível abrir um poço ou dispor de água dos barreiros, o problema persiste. Devido à composição do solo e evaporação das chuvas, mais de 80% dos poços da região possuem água salobra. Sabendo disso, o grupo Ecogeo, especializado em consultoria e engenharia ambiental, resolveu apostar em uma fábrica de equipamentos de dessalinização, que podem vir a substituir os caminhões-pipa.
A fábrica, cujo local ainda não foi definido, deve receber investimentos da ordem de R$4 milhões e terá a capacidade de montar mais de 100 unidades de tratamento de água por ano. “Escolhemos o Nordeste pelo enorme potencial de águas subterrâneas salobras a serem tratadas e colocadas à disposição das comunidades locais”,diz Ernesto Moeri, presidente do Grupo Ecogeo. “Nosso plano é já começar a montar os equipamentos na segunda metade de 2011.”
Alcance ampliado
Moeri espera vender pelo menos mil máquinas nos próximos três anos, a um preço entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, com capacidade para obter 700 litros de água potável por hora. Para isso, conta com a parceria da suíça Trunz Water Systems AG, que detém a tecnologia de dessalinização, além da Repic, entidade governamental daquele país, responsável por uma plataforma de apoio e promoção de projetos de energias renováveis.
Baseado na experiência da Trunz, que exporta o equipamento para 35 países, Moeri planeja ampliar o alcance do equipamento. “Eles servem para combater a falta de água na região de seca no Nordeste, mas também para apoiar locais isolados como bases militares, acampamentos de exploração mineral e petrolífera, instalações turísticas e localidades que passaram por catástrofes naturais, como terremotos, inundações, furações e outros”, afirma. Movido a energia solar, o dessalinizador funciona sem necessidade de energia corrente. A técnica utilizada é a osmose reversa, na qual a água atravessa uma membrana de várias camadas que retém partículas maiores do que 0,01 micrômetro, como é o caso do sal, mas também vírus, bactérias e parasitas. Segundo Vinícius Lima, coordenador do projeto, o custo é mais acessível do que dos caminhões-pipa, mesmo considerando a manutenção. “Calculamos um valor de R$1,50 para cada mil litros”, diz.
Controle das comunidades
A necessidade de abastecer o semiárido com água levou ao Programa Água Doce, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, que já atendeu 156 comunidades. “Não basta termos equipamentos eficientes”, diz Renato Ferreira, coordenador do programa. “Precisamos criar um sistema sustentável, que envolva cuidados ambientais e controle social das próprias comunidades de modo que funcione por muitos anos.”
Tecnologia em Áreas Carentes
1 – Ajuda em situações de emergência
As máquinas de filtragem e dessanilização da Trunz já são usadas há algum tempo em Abu Dabi e em outros países desérticos. Mas também foram empregadas em situações de emergência, como no Haiti, para suprir a população de água limpa após o terremoto do ano passado, e na Caxemira, em 2005, também após um violento tremor.
2 – Seca deve aumentar nos próximos anos
Um dos maiores problemas do semiárido nordestino é encontrar uma maneira de acumular chuva para usar na seca. O drama deve aumentr com o aquecimento global e o desmatamento que torna a região mais árida. A proposta é espalhar cisternas (espécies de tanques de água da chuva) e dessalinizadores nas pequenas comunidades.
3 – Equipamentos são testados na Paraíba
São Sebstião do Umbuzeiro, no sertão da Paraíba, é o terceiro município a operar a unidade móvel de dessalinização da Ecogeo. Antes, o equipamento havia sido testado em Santa Luzia e Picuí, também no estado. Além de testar tecnologia, a proposta da empresa é ensinar as comunidades mais carentes a utilizar os equipamentos. | 02/2011 | | | | < voltar às notícias | |
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| ECOFOCO - MARÇO DE 2011 - ANO II - EDIÇÃO nº 4
 Boletim informativo do Grupo Ecogeo, edição março de 2011.

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