Enquanto o mundo ainda sente a ressonância de uma das maiores crises econômicas, o Grupo Ecogeo, holding que reúne seis empresas no setor de consultoria e engenharia ambiental e energias renováveis, aumentou o seu faturamento em 25% em 2009.
“A crise mundial foi uma aflição passada e não interferiu no investimento das empresas voltado para a área de sustentabilidade. O crescimento do grupo é o resultado da nossa grande capacidade em gerenciar recursos e na qualificação da equipe, mantendo uma relação ativa juntos aos clientes e na busca contínua de novas oportunidades na área ambiental. Temos espaço para crescer e expandir nossas atividades no país e no exterior”, diz Jaime Ohata, diretor-presidente da Geoklock, uma das empresas do grupo que há 30 anos atua na área de consultoria e engenharia ambiental.
As empresas estão motivadas pela crescente necessidade de atingir um equilíbrio sustentável em suas atividades. “Exigências ambientais cada vez mais rigorosas e o esforço de muitas empresas em melhorar o seu balanço ambiental aumentaram as solicitações dos nossos serviços”, diz Ernesto Moeri, presidente do Grupo Ecogeo.
Os investimentos do grupo voltados para a área de energias renováveis também deram um grande salto. “Abrimos as portas para um mercado com grande potencial de crescimento: energia renovável à base de biomassa de origem não-alimentícia, biogás a partir de resíduos domésticos, além de biodiesel a partir de resíduos de um frigorífico são algumas das nossas tecnologias desenvolvidas”, complementa Moeri.
Na Algae Biotecnologia, nova empresa do grupo criada em 2009, pesquisadores desenvolvem tecnologia para o uso de microalgas na produção de biodiesel. Durante a fase de crescimento, algas extraem grandes volumes de CO2 do ar e contribuem, com isso, para a proteção do clima. Durante a etapa para o desenvolvimento tecnológico – que dispõe de investimento de R$ 5 milhões -, a empresa contará com suporte do BNDES, do FINEP e do CNPq.
Outro projeto do grupo iniciado este ano é a instalação de uma base de pesquisa nas margens do Rio Jufari, na Amazônia, chamado Projeto Jufari, desenvolvido pelo Ekos Brasil, ONG que é apoiada pelo grupo. “Tentamos achar uma saída para o dilema entre desenvolvimento e proteção do clima. Trata-se em atribuir um valor econômico mensurável à conservação da floresta tropical preservada como estoque de carbono”, diz Ernesto.
Uma parte importante desse projeto é a implantação de atividades alternativas para a geração de recursos e apoio à comunidade local.