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ECOGEO / NEWSLETTER / DEZ.2009 - Ano I nº 2 / Ekos Brasil finaliza plano de monitoramento e gestão e impactos da visitação em unidades de conservação
Ekos Brasil finaliza plano de monitoramento e gestão e impactos da visitação em unidades de conservação
O projeto envolveu desde o reconhecimento das trilhas e atrativos em campo até a implantação de estratégias de manejo para reverter os impactos da visitação.

Nos dias 10 e 11 de novembro, no Parque Estadual da Cantareira em São Paulo, 26 gestores e funcionários de parques estaduais do Estado e, ainda, monitores que atuam nessas unidades de conservação, receberam treinamento para implantar o Plano de Monitoramento e Gestão dos Impactos da Visitação, desenvolvido pelo Ekos Brasil. O projeto envolveu desde as atividades iniciais de reconhecimento das trilhas e atrativos em campo até a implantação de estratégias de manejo para reverter os impactos da visitação.

O Plano foi desenvolvido pelo Ekos Brasil e BK Consultoria e Serviços respondendo a uma iniciativa do Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Região da Mata Atlântica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, com financiamento do BID, em parceria com a WWF-Brasil e o Programa Trilhas de São Paulo. 

“Nos últimos anos, o uso público recreativo em áreas naturais protegidas, as unidades de conservação, cresceu significativamente. A pressão da visitação sobre esses ambientes pode comprometer a qualidade da vegetação, da fauna, solo, água etc, e afetar a qualidade da experiência do visitante. Por isso, o uso público das unidades de conservação deve ser planejado conforme os objetivos de manejo da área protegida. Os seus impactos devem ser gerenciados com a finalidade de evitar a degradação do ambiente e desvios de manejo”, diz Délcio Rodrigues, diretor do Ekos Brasil.
 
A visitação – seja para o lazer, recreativa, contemplativa ou educativa – quando bem conduzida traz inúmeros benefícios à unidade de conservação, promovendo sua proteção e conservação, criando oportunidades para a educação ambiental e para o desenvolvimento regional trazido pelo turismo. “Contudo, para garantir o sucesso e perpetuidade da condição das unidades de conservação, é necessário conhecer os impactos que a visitação pode causar a esses ambientes e, assim, evitá-los, controlá-los e minimizá-los. Para tanto, não há melhor estratégia que a implantação de um sistema de monitoramento e gestão dos impactos da visitação”, diz Anna Julia Passold, coordenadora do projeto.
 
O trabalho foi desenvolvido de forma participativa, envolvendo gestores e funcionários das unidades de conservação de São Paulo, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, do WWF-Brasil, do Ekos Brasil e diversos especialistas no assunto.
 
Como resultado, foi elaborado o Plano de Monitoramento e Gestão dos Impactos da Visitação, que propôs um programa mínimo e padrões de monitoramento, a ser difundido e aplicado em todos os parques estaduais. O programa permite ainda que cada unidade de conservação o adapte à sua realidade.
 
Todos os presentes no treinamento serão agentes multiplicadores do Plano e instruirão os demais funcionários e gestores do Sistema de Florestas do Estado envolvidos com o manejo do uso público das unidades de conservação.
 
 
ECOFOCO - DEZEMBRO DE 2009 - Ano I - Edição nº 2

Boletim informativo do Grupo Ecogeo, edição dezembro de 2009.