Sustentabilidade e proteção da biodiversidade
O Instituto Ekos Brasil, ONG sem fins lucrativos que tem o apoio do Grupo Ecogeo, tem a missão mais bonita. E também a mais difícil: promover o desenvolvimento sustentável e preservar a biodiversidade. Com esse compromisso, põe em prática a filosofia válida para as empresas do grupo. Os estudos e pesquisas de campo, cursos e projetos desenvolvidos pelo instituto o transformaram em referência, com destaque nacional. Nesta ação, diz Délcio Rodrigues, diretor-executivo do Ekos Brasil, “os colaboradores não somente transferem conhecimento, mas também aproveitam da experiência das empresas do Grupo Ecogeo. Em conjunto com a Ecogenesys, o Ekos Brasil organiza, anualmente, um seminário onde são apresentados e discutidos os mais recentes avanços tecnológicos para a produção de biogás. E, em cooperação com a Geoklock, organiza, desde 2001, um seminário internacional de remediação de áreas contaminadas.
Um dos serviços oferecidos é a formação para projetistas solares. O Ekos Brasil faz parte do grupo de coordenadores da iniciativa Cidades Solares, que se empenha em promover a energia solar nos municípios. Três estados e 27 cidades já estão desenvolvendo os seus programas de energia solar e recebem formação técnica da iniciativa. Em conjunto com a universidade PUC-MG e a GTZ, agência de cooperação técnica alemã, o Ekos Brasil trabalha em outro programa nacional de capacitação do setor de energia solar.
Para o Estado de São Paulo, por exemplo, o Ekos Brasil coordena um plano de manejo do Parque Estadual do Jurupará. E também um projeto sem precedentes que está sendo realizado no Vale do Ribeira: em conjunto com a Fundação Florestal do Governo do Estado de São Paulo, o Ekos Brasil desenvolve planos de manejo espeleológico para 32 cavernas. O grande desafio é conciliar os interesses, às vezes conflitantes, dos setores turístico, científico e de proteção ambiental. Para o desenvolvimento do trabalho, mais de cem técnicos e pesquisadores foram envolvidos.
O mais novo projeto do Ekos Brasil é a instalação de uma base de pesquisa nas margens do Rio Jufari, na bacia do Rio Negro, chamado Projeto Jufari. Tem-se observado que a floresta tropical conservada captura de 0,5 a 1 tonelada de CO2 por hectare por ano. Mas, quando queimada, pode liberar centenas de toneladas de dióxido de carbono à atmosfera. O projeto tem como um de seus objetivos atribuir valor econômico mensurável aos serviços ambientais prestados pela floresta tropical preservada. Instituições e universidades renomadas, do Brasil e do exterior, já expressaram o seu interesse de colaboração.
Uma parte importante desse projeto é a implantação de atividades alternativas para a geração de renda e apoio à comunidade local, outra maneira de divulgar a mensagem que é lema para todo o Grupo Ecogeo: quando se trata de desenvolvimento sustentável, os objetivos ambientais e sociais precisam caminhar de mãos dadas.