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Grupo Ecogeo no Portal Energia Hoje

Por Elisângela  Mendonça, do Portal Energia Hoje

30/12/2009

A decisão do governo de tornar obrigatória a adição de 5% de biodiesel no diesel comum abre um mercado em potencial de créditos de carbono de cerca de R$ 3 bilhões em um prazo de cinco a dez anos. A estimativa é da Geoklock, empresa do Grupo Ecogeo, que desenvolveu em parceria com a empresa suíça-alemã First Climate uma nova metodologia de cálculo de créditos de carbono voltada para projetos de biocombustíveis.

Segundo Ernesto Moeri, presidente do Grupo Ecogeo, toda a produção de biodiesel hoje é conhecida e pode ser monitorada, de acordo com as regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Caso o setor de biocombustíveis fosse considerado no MDL, os créditos representariam R$ 160 milhões ao ano. "A inclusão do setor no cálculo não evitaria mais emissões, mas você pode capitalizá-lo, aumentando os investimentos na área", comentou o executivo.

A metodologia impõe duas restrições, que funcionarão como um "selo de qualidade". A primeira é a proibição de mudanças no uso do solo e a segunda prevê que apenas o produtor de biodiesel, aliado ao consumo em frota cativa, seja autorizado a receber créditos de carbono, evitando a dupla contagem.

O geólogo Ernesto Moeri falou também, em entrevista para a jornalista Elisângela Mendonça, sobre o primeiro projeto-piloto que utiliza microalgas para a produção de biodiesel. A ideia é aproveitar os resíduos da indústria sucroalcooleira como substrato para a proliferação das algas. O cultivo de microalgas é feito em reatores dentro do laboratório. Nesses reatores, as microalgas, alimentadas por nutrientes - sendo o CO2 o principal deles -, dobram de tamanho a cada dois dias. "Elas geram uma grande quantidade de biomassa rica em óleo, que pode ser extraído e transformado em biodiesel, pelo sistema tradicional", explica Moeri.

A produtivivade aliada ao sequestro de CO2 da atmosfera são os principais atrativos da fonte, ainda em estudo.

A expectativa da Ecogeo é que as vantagens da nova fonte atraiam os investidores para custear uma usina de algas em escala industrial já no início de 2011. 


01/2010
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