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ECOGEO / EMPRESA / RELATÓRIO 30 ANOS / ALGAE
ALGAE
Relatório 2009

Tecnologia de produção de microalgas para energias renováveis

A ideia do engenheiro agrônomo Sergio Goldemberg de produzir biocombustíveis a partir de microalgas surgiu em 2007. E o sonho em tornar realidade a operação desta tecnologia só foi possível dois anos depois, quando o Grupo Ecogeo, de olho na vocação energética brasileira, investiu no controle acionário da Algae. E, desta maneira, permitiu que um grupo de pesquisadores renomados iniciasse a etapa de pesquisa e desenvolvimento para o uso de microalgas na produção de biodiesel e sequestro de carbono.

O projeto da Algae prevê a rápida evolução da fase inicial para projetos-piloto e partir para a sua aplicação comercial. Durante a etapa para o desenvolvimento tecnológico que dispõe de investimento de R$ 5 milhões, a empresa contará com suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). O grupo de pesquisas já está constituído, contando com técnicos da própria empresa, além de parcerias com universidades e centros de pesquisa.

O cultivo de microalgas é feito, inicialmente, em reatores dentro do laboratório. Neles, as microalgas, alimentadas por nutrientes – sendo o CO2 o principal deles -, dobram de tamanho a cada dois dias. Elas geram uma grande quantidade de biomassa rica em óleo que pode ser extraída e transformada em biodiesel e bioquerosene para aviação. Durante o estágio inicial, a biomassa crua pode ser utilizada como substrato alternativo para biodigestores gerando biogás e biofertilizantes. Além disso, a biomassa contém proteínas que podem ser utilizadas na alimentação animal ou para a extração de compostos de alto valor agregado.

As soluções da Algae para produção de biocombustíveis, algumas já em processo de patente, estão sendo construídas com base em critérios de viabilidade econômica e forte viés na sustentabilidade ambiental com ênfase na minimização de uso de água e valorização de resíduos da agroindústria, como a vinhaça oriunda da indústria sucroenergética. O Grupo Ecogeo prevê também integrar os cultivos de microalgas com as unidades de produção de biogás do grupo.

Os processos em desenvolvimento têm foco especial no potencial de sequestro de carbono pelas microalgas e na possibilidade de inclusão dos projetos dentro do âmbito de negócios de carbono. A Algae está acompanhando de perto o desenvolvimento dessa indústria no mundo, e esteve recentemente representada nos encontros da Commercial Aviation Alternative Fuels Initiative  (CAAFI) e da Algal Biomass Summit, que aconteceram nos EUA. “Estamos no lugar e na hora certas, prontos para tirar vantagem de nossa posição estratégica em um país com muita vocação para a produção de energias limpas”, comenta Sergio.

Com o apoio de peso do Grupo Ecogeo e com o aporte de investidores, a Algae é a mais nova integrante do grupo a contribuir para a proteção do clima.